Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Aquelas Mulheres da Antenas

 

 

Eu gosto muito de Chico Buarque e de toda a sua música, mas esta canção concretamente, tem para mim um significado especial... Um significado que sempre que a oiço, me traz aos lábios um sorriso terno ... Um daqueles sorrisos quentes que nos vêm do fundo da alma e nos fazem recuar no tempo e voltar aos anos da nossa infância e do aconchego da nossa família.

A cena desenrola-se num serão daqueles em que a minha famíla estava em frente ao televisor, a ver atentamente um concurso na altura de grande audiência em Portugal. O "Um, Dois, Três", para quem assistiu e se lembra ainda. Eramos nós crianças, eu, a Girassol e a nossa Mina Kida. A Mina Kida era mesmo bebé, bebé, atrevo-me a dizer talvez com 2 anitos se muito.

Cada sessão do dito concurso visava um tema, e esse tema era abordado em várias vertentes, a musical, a teatral, etc. Lembro-me bem que o tema naquela noite era a Grécia Antiga e como tal fizeram uma encenação desta canção, Mulheres de Atenas, de Chico Buarque. Essa encenação consistia num bailado interpretado por várias raparigas, trajadas com véus e vestidos coloridos e leves que esvoaçavam de um lado para o outro do palco. A nossa Mina Kida, que até ali tinha estado sentada no chão da sala a brincar não muito interessada no que se estava a desenrolar no ecrã à sua frente, de repente mostrou-se altamente atenta e toda a sua atenção se virou para o televisor. Permanecendo então muito quieta, hirta, em silêncio total, vê o desenrolar da referida cena até ao seu minuto final... E depois, vira-se para nós que estavamos sentados no sofá, e  tendo na sua cara de boneca de porcelana (que ela conserva até hoje) estampado o mais absoluto ar de surpresa e desolação, diz: "Elas não tinham antenas!!!!".

Santa inocência!!! O "injinho" tinha estado o tempo todo a tentar descobrir onde é que "aquelas senhoras" tinham as, tão faladas, antenas!!!... Afinal, e como a canção apregoava a cada estrofe, era suposto elas serem "aquelas mulheres de Antenas".

Que docura é a ingenuidade, e a genuidade!, de uma criança!

Jo

 

Hoje sinto-me: Cheia de boas recordações
Palavra de Joanina às 02:17

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