Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

A Peripéciazinha

Bom, agora que já descansei, e matei as saudades (quase) todas, já me sinto em condições de vos contar A Peripéciazinha ... Pois então, é claro! A Peripéciazinha!!!... Que esta minha viagem de regresso não ficaria completa se pelo meio não tivesse havido um casozito digno de referência.

Sendo assim, vou então directa ao assunto, mas digo desde já que desta vez o responsável pelo acontecido, não fui eu, mas sim o Husband, que não teve mais nada que fazer do que, e logo à minha chegada, se esquecer por completo do lugar onde tinha "aparkado" o carro!!! E isto, vejam só, em pleno aeroporto de Los Angeles!!!... Bela maneira de me dar as boas vindas, não acham?... É que para quem não sabe, ou não conhece o dito aeroporto, isto pode não parecer um big deal, mas só para ficarem a par da gravidade de tal facto e fazerem uma pequena idéia, eu vou vos dizer, que perder um carro no (IMENSO!) parque de estacionamento do LAX, como é conhecido o referido lugar, é, literalmente, o mesmo que perder uma agulha num palheiro...  E é também uma coisa que eu não desejo que aconteça nem ao meu pior inimigo!!...

Eu não sei se já se aperceberam , mas este Husband of mine, é por assim dizer uma pessoa uma pouquinho distraída... Vamos pôr desta maneira: é uma pessoa pouco ligada a certos pormenores... Pormenores por exemplo como o de se lembrar onde estacionou o carro, e outras coisas afins!!!... Importa dizer também, que eu até lido bem com essa parte da personalidade do meu Mais Que Tudo, e que para grande sorte dele, na maior parte das vezes, até acho graça às trapalhadas em que ele me (nos) mete, por causa dessa sua particularidade de temperamento (?)... Mas sinceramente, chegar de uma viagem de longo curso, carregadinha de malas e de jet lag, e andar as voltinhas num parque de estacionamento que vai daqui até mais infinito, à procura de um carro que não fazíamos a mínima idéia onde estava, não era coisa que me estivesse a apetecer muito na altura. Enfim... Porém, e dadas as circunstâncias, lá teve de ser...

Para vos falar com franqueza, eu nem posso dizer que tenha ficado aborrecida com o sucedido... Ou nem tão pouco surpreendida... Acho que fiquei simplesmente, dormente. E como tal não me deu, nem para rir, nem para chorar... Nem para barafustar!!!... Limitei-me apenas a andar atrás do Husband, Lax abaixooooooooooooooooooooooooooooooo... LAX acimaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... LAX abaixooooooooooooo... LAX acimaaaaaaaaaaaaa... ( mais ou menos como o ioiô da minha prima)... E lá me fui arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrastando eu atrás dele... Até ver.  

Depois de deambularmos um bocado, o Husband, do alto do seu orgulho (já meio ferido) e não querendo admitir que tinha cometido tal "gáfia" (palavra derivada de gafe), vaticinou então que se calhar o carro tinha era sido roubado... !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!... E eu, arranjei forças para contrapôr e dizer que, ó home'!, é verdade que isto é L. A., e em L. A. tudo pode acontecer, mas agora no meio deste monte de carros (de corridas) iam logo era roubar o nosso carrito que até já está velho e meio podrinho?!... E ele retroquiu logo, um pouco ofendido até,  que não!, que o nosso carro era um ok carro, e que podia perfeitamente ter sido roubado, que não via porque é que ele não podia ter sido roubado!!!... E eu, já a ver tudo turvo à minha volta, sugeri então, muito calmamenteeeeeeeee, porque é que nós não pedíamos ajuda?... Ou telefonavamos para o security guard... Para a polícia... Para o nine one one (o cento e doze cá do sitio)... Home', para qualquer lado!!! Mas por favor, encontra-me mas é o rai' do carRRO  QUE EU ESTOU QUASE A SUCUMBIR DE CANSAÇO E DE CALOR!!!!! (sim!, porque uma desgraça nunca vem só, e em Los Angeles estava um calorão de matar!)...  E ele, mesmo à gajo, porque os gajos nunca se perdem, nunca se esquecem onde estacionam os carros e muito menos pedem ajuda a quem quer que seja na rua!!!!!!, disse, por sua vez, muuuuuuito calmamenteeeeeeeeeee, que não dear (que sou eu), que não precisávamos de pedir ajuda... Que ele tinha tudo sob controle.

Aí então foi quando eu percebi que a coisa estava a ficar feia, e que imperava que a minha pessoínha tomasse, urgentemente, uma atitude drástica!!... E não estive com mais conversas... Empaquei como os burros, e decidi que não! Não andava mais!!!... Que, ou ele se lembrava onde estava o carro, ou então pedia ajuda... Ou então ía-me pôr num hotel daqueles ali mesmo no LAX e andava ele, o resto do dia à procura do carrro, mas sozinho!!... De outro modo, nada feito!!!...

Olhem, remédio santo, meu povo! Ele lá se rendeu às evidências, deixou-se de fantasias de carros roubados, e, louvai aos céus!, pediu ajuda a um segurança!!!... E aí, com a ajuda daquela alminha caridosa, e penso que também com uma intervençãozinha divina Daquele que está lá em cima e que ouviu as minhas preces, lá conseguimos nós, ainda que a algum custo, encontrar o nosso carrito... O tal!!... Aquele tinha sido "roubado"!

E esta foi a peripéciazinha que "coroou" o final da minha viagem!...

O resto da caminho até casa correu sem mais incidentes... Felizmente!!

Jo

 

Hoje sinto-me: Perdida... E achada
Palavra de Joanina às 16:06

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14 comentários:
De Bichana a 27 de Janeiro de 2009 às 18:02
Ai amiga, típico dos gajos!!! já me fartei de rir, embora se estivesse no teu lugar acho que deitava o parque abaixo de raiva! Não dava nem um passo, e quando ele começasse com a história do carro roubado (ai ai, onde é que eu já ouvi essa...) mandava-o às urtigas!
São todos iguais, chiça!
Bjnhos
De Joanina a 27 de Janeiro de 2009 às 20:44
Mesmo típico, Bichana!! Todos iguaizinhos...
O que lhe vale a ele e que eu acabo sempre por ver as coisas com algum sentido de humor, e no fim acabamos sempre a rir. Claro, que pelo meio a uns arrufos e uns rosnanços , mas depois lá se resolve tudo na paz do Senhor...
Bj da Jo
De picarota a 27 de Janeiro de 2009 às 18:54
Oi Jô vejo que tudo correu bem embora com um pequeno incidente, não é para rir mas ri um pouco .Falar não falamos, acho que o momento era seu e de sua família e esses temos de agarrar e não deixar escapar.Amiga não procure pelo vidasmagoadas, apaguei pois vi algo pela net e não gostei, aqui no perfil existe um novo .Qualquer dia deixo meu número de telemóvel por aqui, como têm os comentários moderados nã precisa aceitar o comentário.Beijo Jô
De Joanina a 27 de Janeiro de 2009 às 20:48
E mesmo para rir, amiga Picarota! Eu própria tento viver estas peripécias sempre com algum sentido de humor.
Ja adicionei o seu novo blog e apaguei o Vidas Magoadas da minha lista de links.
Quanto ao numero de telemóvel, teria muito prazer!!! Sempre podemos ir trocando umas mensagens, e da próxima vez que for a Terceira prometo que lhe telefono.
Bj da Jo
De Anónimo a 28 de Janeiro de 2009 às 00:29
que pedante
De Joanina a 28 de Janeiro de 2009 às 00:39
São opiniões...
De Mina Kida a 30 de Janeiro de 2009 às 13:17
Lol, lol, lol,lol, lol, lol, lol, lol,lol
ai, ai...
Vê-se mesmo que não o conhece!
De Joanina a 30 de Janeiro de 2009 às 16:42
Pois, e isso minh' irma... Chamar-me a mim e ao Glen de pedantes, so pode vir mesmo de alguem que de TODO nao conhece estes dois cromos!
De leuqar-raquel a 28 de Janeiro de 2009 às 09:34
eu como sou meia hulk e fervo em pouca água já me tinha "passado"!eheheheh mas também depois de tanto tempo e com tantas saudades se calhar tinha que controlar como tu...
De Joanina a 28 de Janeiro de 2009 às 17:28
Pois... As saudades ajudaram a deitar um pouco de agua na fervura... E o cansaço também !! Para já não falar na força do habito!!
Bj da Jo
De Azoriana a 28 de Janeiro de 2009 às 14:20
A "Peripéciazinha" foi uma realidade,
Faz rir, mas foi dorida de verdade;
Podia bem ser um tema de Carnaval
Para aquela dança em que tudo vale.

Querida amiga Joanina,
Não o quiseste ofender,
Mas se foste esta menina
Gritava ou ficava a morrer.

Isso de andar à cata,
Duma "agulha num palheiro",
É triste e quase que desata
A pessoa num berreiro.

Mas no fundo tua viagem,
Foi bela recordação,
E levaste na bagagem
Todo o nosso coração.

Uma lágrima caída,
Remata a cantoria
E para o resto da vida
Vou lembrar nossa euforia.

Podem passar muitos dias,
Meses e até mais anos,
Foste causa de alegrias
Para uns quantos seres humanos.

Esse nobre coração,
E mais alegrias que tais
Tão felizes, ao serão,
Da Canada dos Folhadais.

Guarda a rima que te dou,
Nesta boa hora do dia
Porque foi ela que soou
Como a nossa mais valia.

Não foi preciso cantar,
Sozinhas ou acompanhadas,
Cá dentro senti vibrar
Nossas palavras rimadas.

A rima que vem de dentro
E por fora não se vê
É a que nasce do centro
De quem ama e de quem crê.

O amor e sã amizade
São as flores dum canteiro
Que ficam p'ra eternidade
Como um selo verdadeiro.

Me despeço com abraços
Para ti, marido e gato,
São esses teus fortes laços
E merecem o teu bom trato.

Rosa Maria
De Joanina a 28 de Janeiro de 2009 às 18:09
Amiga Azor,
Obrigada pelas quadras, tão bonitas, tão ao teu estilo. Eu ando meia sem inspiração para rimas... Ate já pensei que se calhar perdi mesmo o jeito para a rima. Não sei... Ate pode ser que um dia destes a veia poética surja de novo... Por agora a fonte anda meia seca! :)))
Mas a amizade por ti e pelos teus, esta esta sempre viva e palpitante no meu coração. Também não vos esqueço...
Bj da Jo
De Manuela © a 28 de Janeiro de 2009 às 17:29
Qualquer dia tens assunto para uma novela hihi

Beijinhos
De Joanina a 28 de Janeiro de 2009 às 18:12
E quase caso para dizer, que esta minha vida dava um livro... Uma colecção de livros!!! Daqueles da Anita... Mas em vez de Anita era Joanina!!! ;))))
Bj da Jo

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